12 de dezembro / Casa Família Oliveira Guimarães, Espinhal / 16h00
Cristina Leiria, que concebeu a estátua de Kun Iam e o Centro Ecuménico Kun Iam, vem trabalhando nas áreas da arquitectura e da escultura há mais de três décadas, tendo iniciado a sua jornada em 1993. Em anos recentes, tem dedicado o seu trabalho à construção de monumentos e a instalações de arte pública, com uma abordagem simultaneamente arquitectónica e escultural. O trabalho da artista teve sempre como objectivo devolver a harmonia ao espaço humano, tanto na esfera pública como privada, segundo Leiria. As suas obras são “uma forma de trabalho aberta ao amor e à concórdia”.
Nasceu em Lisboa a 25 de Abril de 1946 e viveu em Moçambique entre os 2 e os 17 anos. Formou-se em arquitetura na Escola Superior de Belas Artes em Lisboa e especializou-se em Planeamento pela University College, em Londres. Motivada pela influência do ambiente na saúde e bem-estar, aprofundou estudos sobre Feng Shui em Macau, na China e no Japão, e sobre Eletromagnetismo em França.
Trabalhou como arquiteta no Reino Unido, Moçambique, Rodésia, África do Sul, Portugal e Macau. A partir de 1992, e paralelamente à arquitetura, retomou a escultura iniciada na adolescência com a criação de protótipos para “Elan de Mãe” e “Família Holística”, já reproduzidos em cristal pela Vista Alegre. Muitas destas esculturas são concebidas a partir do barro e convertidas posteriormente para outras escalas, em diversos materiais, incluindo, além do cristal, bronze, prata, estanho e pedra.
Cristina Leiria tem desenvolvido igualmente um importante trabalho de humanização do espaço urbano, com obras de arte pública como o Centro Ecuménico Kun Iam, erguido sobre uma ilha artificial criada para o efeito no Rio das Pérolas, em Macau, onde se ergue estátua da Deusa Kun Iam, em bronze, com 20 metros de altura.